Capital Inicial

"Cara, nós fazemos rock moderno, cara".

Resultado de imagem para capital inicial 1988

Classificação: A

Formação Clássica:
  • Dinho Ouro Preto (vocais, violão e guitarra)
  • Fê Lemos (bateria)
  • Flávio Lemos (baixo)
  • Loro Jones (guitarra)
  • Bozo Barretti (teclados)
Comentário:

A muito tempo atrás, em uma galáxia muito distante existia uma banda chamada Aborto Elétrico, formada pelos irmãos Flávio e Fê Lemos, o guitarrista André Pretorius e um tal de Renato Russo. Quando esse grupo chegou ao fim, as canções foram divididas para duas bandas: algumas foram junto com Renato para a Legião Urbana, enquanto que outras foram gravadas pela novo grupo de Brasília, o Capital Inicial.

Com Loro Jones e Dinho Ouro Preto (que insistiu para que tocassem músicas do Aborto) completando a formação inicial, o grupo fez uma série de shows que despertaram o interesse do público e das gravadoras, levando ao lançamento do disco de estréia, auto-intitulado, o qual recebeu ótimas críticas e foi um sucesso de vendas. O produto do álbum, Bozo Barretti, seria integrado ao Capital como tecladista a partir do trabalho seguinte.

Em 1987, tentando manter-se nos holofotes, a banda soltou Independência, disco com produção apressada e músicas escritas em apenas em um mês, comprometendo a qualidade no geral. Contudo, o disco vendeu bem na época. Um ano depois, sairia Você Não Precisa Entender, trabalho controverso pela sua temática (mais voltada para o pop nonsense), produção despreocupada, gravação de instrumentos de sofro e pelo ápice do abuso de drogas.

Determinados a dar a volta por cima, o Capital lança Todos os Lados, voltando a fazer um rock eletrizante, digno de seu pioneirismo. Foi bem recebido pela crítica e as músicas tocaram muito nas rádios, mas o disco não vendeu bem, devido à crise econômica do período e à ascensão da música sertaneja. Em 1991, a banda soltou Eletricidade, trabalho que mescla o seu rock característico com ótimas baladas, definindo o sonoridade ideal para futuros álbuns.

Infelizmente, Bozo Barreti e, logo em seguida, Dinho Ouro Preto saíram da banda, desestabilizando o Capital e levando o restante dos integrantes a procurar um novo vocalista. A escolha foi o santista Murilo Lima, com o qual o grupo lança Rua 47, tematicamente sombrio e pesado, sendo totalmente diferente dos trabalhos anteriores. O disco não deslanchou, mas permitiu uma sobrevida de shows.

Em 1998, após o sucesso inesperado de uma coletânea de músicas, os quatro membros originais do Capital Inicial voltam à estrada em comemoração aos 15 anos do grupo. No mesmo ano, sairia o disco Atrás dos Olhos, bastante inspirado e conseguindo igualar ou mesmo superar a glória do álbum de estréia, o que culminaria na gravação do triunfante Acústico MTV e a ascensão da banda para a primeira divisão do rock nacional.

Apesar o sucesso estrondoso, o guitarrista Loro Jones reclamou do excesso de trabalho e decidiu sair da banda, sendo substituído pelo ex-Viper Yves Passarel. Com essa nova formação, foi lançado Rosas e Vinho Tinto, que assemelha-se a sonoridade do trabalho anterior, porém com uma vibe mais adolescente, a qual seria mais incorporada nos próximos trabalhos do grupo.

Em 2004, giGAntE! chega as lojas especializadas, mostrando que o Capital estava cada vez mais distante do som clássico e apostando num rock juvenil. Porém, o álbum foi um sucesso de vendas, garantindo um disco de ouro para a banda. Um ano depois, o grupo é convidado para gravar um especial com canções do Aborto Elétrico, incluindo músicas da Legião Urbana e outras totalmente inéditas ao público em geral.

Dando continuidade ao ritmo adolescente, Eu Nunca Disse Adeus é lançado em 2007, trazendo canções que seguem uma fórmula genérica e que não chamaram a atenção dos antigos fãs. Em seguida, a banda solta Das Kapital, álbum gravado após a queda do palco de Dinho e que possui composições mais maduras, o que acabou dando uma guinada na carreira do grupo.

A tentativa de voltar ao som mais rock resultou em Saturno, reunindo elementos do passado e mesclando com o presente, resultando num disco visceral, pesado e adulto, dando um passo de distância do que as rádios pediam. Todavia, isso logo mudaria com o lançamento do EP Viva a Revolução, tentativa falha de comunicar-se com as manifestações de 2013, gerando músicas esquecíveis.

O mais novo lançamento do Capital Inicial, intitulado Sonora, foi lançado em 2018 e possuía uma estratégia de divulgação interessante, onde a banda lançava uma música inédita por mês. Esse escriba que vos fala não escutou esse álbum, mas promete dar o seu melhor para ouvi-lo por completo (tarefa difícil, como a maioria dos lançamentos grupo no século XXI).

Discografia e Classificação:

Comentários

Postagens mais visitadas