Bandas de Um Disco Só: Talk Show - Talk Show (1997)
Agora eles tentam salvar todo o resto.
Classificação: AAA
Faixas:
1. Ring Twice (Eric Kretz)
2. Hello Hello (Dave Coutts, Dean DeLeo, Kretz)
3. Everybody Loves My Car (Dave Coutts, Robert DeLeo, Kretz)
4. Peeling an Orange (Coutts, D. DeLeo)
5. So Long (Coutts, R. DeLeo)
6. Wash Me Down (Coutts)
7. End of the World (Coutts, R. DeLeo)
7. End of the World (Coutts, R. DeLeo)
8. John (Coutts, R. DeLeo, Kretz)
9. Behind (Coutts, R. DeLeo)
10. Morning Girl (Coutts, R. DeLeo)
11. Hide (Coutts, R. DeLeo, D. DeLeo, Kretz)
11. Hide (Coutts, R. DeLeo, D. DeLeo, Kretz)
12. Fill the Fields (D. DeLeo)
Comentário:
Lá pelos meados dos anos 90, uma das bandas do grunge estava passando por uma situação complicada: os Stone Temple Pilots tinham lançado dois discos excelentes e que venderam muito bem, mas seu vocalista, Scott Weiland, vivia com problemas relacionados ao uso de drogas (chegando até mesmo a ser preso), o que acabava afetando as turnês e as gravações de novas canções.
Durante as gravações de Tiny Music..., os irmãos DeLeo entraram em contato com o vocalista Dave Coutts (ex-Ten Inch Men, que também devem ganhar seu espaço nessa seção logo logo) e tiveram uma ideia de criar um projeto paralelo. Os irmãos dizem que tinham que pensar quais músicas da época seriam para Weiland ou Coutts gravar.
Após o terceiro álbum ser lançado, o STP viu mais um turnê sendo cancelada prematuramente para que Scott fosse para reabilitação. Dessa forma, nascia o Talk Show: basicamente o STP com Dave nos vocais. A banda gravou um álbum auto-intitulado, lançado em 1997, e fez vários shows em 1997 e 1998, chegando a abrir shows do Foo Fighters.
O disco em si é um trabalho interessante, mesclando o rock alternativo (Ring Twice, Everybody Loves My Car) que o STP vinha desenvolvendo com algumas pitadas de hard rock (John, So Long) e grunge (Hello Hello, End of the World), além das clássicas baladas noventistas (Peeling an Orange, Wash Me Down, Fill the Fields).
O grande destaque do álbum é Coutts, que demonstrou não temer assumir o papel de Weiland e escreve e canta (de maneira sublime) as melhores canções do trabalho. Não me levem a mal, eu curto bastante os discos com Chester Bennington e com Jeff Gutt, mas Coutts tinha uma boa presença de palco e manda muito bem até hoje (ouça aqui as músicas solo que ele lançou recentemente).
Infelizmente o disco não vendeu o suficiente e terminou de maneira precoce um grupo que tinha muito potencial. Até gostaria que Dave e restante dos Stone Temple Pilots voltassem a gravar, mas parece que ele está brigado com os irmãos DeLeo. Uma pena.
Faixa a Faixa:
Ring Twice: Faixa cadenciada, funciona muito bem para abrir o disco. Kretz está de parabéns, seja pela ritmo bacana de sua bateria, seja por ter escrito essa composição. Nota 10
Ring Twice: Faixa cadenciada, funciona muito bem para abrir o disco. Kretz está de parabéns, seja pela ritmo bacana de sua bateria, seja por ter escrito essa composição. Nota 10
Hello Hello: Canção rápida, quase uma antítese da anterior. Tem a cara do STP, mas somados aos vocais rasgados de Coutts. Chegou a ser lançada como single e tocar na MTV Brasil. Nota 10
Everybody Loves My Car: Seria uma referência ao Queen? De qualquer forma, é uma música das boas e com swing. Faltou bem pouco para ela entrar no Tiny Music... consegue imaginar Scott cantando essa? Nota 10
Peeling an Orange: Balada acústica, com uma levada bem gostosa e letra bobinha. É o suficiente para me divertir. Nota 10
So Long: Pesada, não chega a ser tão boa quanto as anteriores, mas entretem. Nota 8
Wash Me Down: Coutts escreve essa bonita canção, bem leve e perfeita para se ouvir no final da tarde (principalmente se estiver dirigindo). Nota 10
End of the World: Mistura bem o clima psicodélico com as guitarras cortantes de Dean e merecia ter sido lançada como single. Por pouco não foi a escolhida para ser a melhor música do disco, porém deixei esse mérito para composição seguinte. Nota 10
End of the World: Mistura bem o clima psicodélico com as guitarras cortantes de Dean e merecia ter sido lançada como single. Por pouco não foi a escolhida para ser a melhor música do disco, porém deixei esse mérito para composição seguinte. Nota 10
John: Síntese perfeita do rock noventista: guitarras e baixo marcantes, bateria na medida certa e vocais com atitute. Como não foi lançada como música de trabalho? Nunca vou entender. Nota 10
Behind: Influências dos anos 70 permeiam essa balada, que se não é grande coisa, também não compromete o disco. Nota 8
Morning Girl: Boa canção para se escutar de manhã (sério, experimenta aí). Mais uma que não faria feio no Tiny Music... Nota 9
Hide: Guitarra e violão duelam para saber quem é o mais alto nessa composição. E isso a deixa bem intrigante e charmosa. Nota 9
Hide: Guitarra e violão duelam para saber quem é o mais alto nessa composição. E isso a deixa bem intrigante e charmosa. Nota 9
Fill the Fields: Dean nos presenteia com uma doce balada, que fecha o álbum de forma reflexiva e agradável. Nota 10


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