Selvagens à Procura de Lei
Do luxo ao lixo.

Classificação: A
Formação Clássica:
- Gabriel Aragão (vocais e guitarra)
- Rafael Martins (vocais e guitarra)
- Caio Evangelista (baixo)
- Nicholas Magalhães (vocais e bateria)
Comentário:
Se você perguntasse ao Victor de 2013, de 2016 ou de 2018, o mesmo diria que Selvagens é uma das melhores bandas do novo rock nacional, com composições bem interessantes e ótimas letras. Contudo, o mesmo não pode ser dito atualmente, visto o que aconteceu com a banda nos últimos tempos. Vou falar um pouco da trajetória da grupo.
Os integrantes Rafael Martins e Caio Evangelista estudavam juntos em Fortaleza e gostavam de tocar covers de bandas como Beatles, Led Zeppelin e Pink Floyd. Decidiram formar um grupo autoral, no qual se juntaram o guitarrista Gabriel Aragão e o baterista Nicholas Magalhães, em 2009.
Após alguns shows, a banda decidiu lançar dois EP's, Talvez Eu Seja Mesmo Calado, Mas Eu Sei Exatamente o Que Eu Quero e Suas Mentiras Modernas (que não ganhará resenha no blog, pois todas as suas músicas foram regravadas posteriormente), os quais chamaram a atenção de um público maior e garantiram mais shows e participações em festivais.
O primeiro disco dos Selvagens saiu em 2011 e foi intitulado Aprendendo a Mentir, possuindo uma sonoridade bem indie rock e com letras bem boladas, falando desde o cotidiano dos jovens até política brasileira. No mesmo ano, saiu o EP Lado C, o qual trazia uma regravação de uma canção de Milton Nascimento.
Graças à boa repercussão do álbum de estréia, a banda conseguiu um contrato com a gravadora Universal Music para produzir um segundo disco. Dessa forma, Selvagens à Procura de Lei, trabalho bastante político e cheio de críticas sociais, foi lançado em meio aos protestos de 2013, combinando perfeitamente com o momento que o país estava passando.
Porém, nem tudo eram flores: o disco não vendeu bem e decretou a saída dos Selvagens da gravadora, o que acarretou na criação do projeto de financiamento coletivo para produzir o terceiro álbum do grupo. O crowdfunding foi um sucesso, e em 2016 saiu o disco Praieiro, o qual possuía uma sonoridade mais comercial, com influência do reggae e utilização de instrumentos de sopro. Apesar das mudanças, o disco foi bem recebido pela crítica especializada e decretou um dos melhores momentos do grupo, visto que foi durante a turnê deste trabalho que os Selvagens fizeram seus primeiros shows internacionais.
No final de 2019, chegou aos serviços de streaming Paraíso Portátil, disco mais introspectivo e quase sem nenhuma semelhança com os trabalhos iniciais do grupo, o que acarretou críticas mistas ao trabalho, visto que as músicas eram bem semelhantes com o que estava tocando repetitivamente nas rádios da época.
Os Selvagens foram uma banda muito importante para mim na minha adolescência, visto que estava a descobrir grupos novos de rock e por ser cearense. Mas a escolha desta nova sonoridade calma, comercial e repetitiva pode me afastar de vez dos próximos trabalhos da banda. Espero que isso não aconteça.
Os integrantes Rafael Martins e Caio Evangelista estudavam juntos em Fortaleza e gostavam de tocar covers de bandas como Beatles, Led Zeppelin e Pink Floyd. Decidiram formar um grupo autoral, no qual se juntaram o guitarrista Gabriel Aragão e o baterista Nicholas Magalhães, em 2009.
Após alguns shows, a banda decidiu lançar dois EP's, Talvez Eu Seja Mesmo Calado, Mas Eu Sei Exatamente o Que Eu Quero e Suas Mentiras Modernas (que não ganhará resenha no blog, pois todas as suas músicas foram regravadas posteriormente), os quais chamaram a atenção de um público maior e garantiram mais shows e participações em festivais.
O primeiro disco dos Selvagens saiu em 2011 e foi intitulado Aprendendo a Mentir, possuindo uma sonoridade bem indie rock e com letras bem boladas, falando desde o cotidiano dos jovens até política brasileira. No mesmo ano, saiu o EP Lado C, o qual trazia uma regravação de uma canção de Milton Nascimento.
Graças à boa repercussão do álbum de estréia, a banda conseguiu um contrato com a gravadora Universal Music para produzir um segundo disco. Dessa forma, Selvagens à Procura de Lei, trabalho bastante político e cheio de críticas sociais, foi lançado em meio aos protestos de 2013, combinando perfeitamente com o momento que o país estava passando.
Porém, nem tudo eram flores: o disco não vendeu bem e decretou a saída dos Selvagens da gravadora, o que acarretou na criação do projeto de financiamento coletivo para produzir o terceiro álbum do grupo. O crowdfunding foi um sucesso, e em 2016 saiu o disco Praieiro, o qual possuía uma sonoridade mais comercial, com influência do reggae e utilização de instrumentos de sopro. Apesar das mudanças, o disco foi bem recebido pela crítica especializada e decretou um dos melhores momentos do grupo, visto que foi durante a turnê deste trabalho que os Selvagens fizeram seus primeiros shows internacionais.
No final de 2019, chegou aos serviços de streaming Paraíso Portátil, disco mais introspectivo e quase sem nenhuma semelhança com os trabalhos iniciais do grupo, o que acarretou críticas mistas ao trabalho, visto que as músicas eram bem semelhantes com o que estava tocando repetitivamente nas rádios da época.
Os Selvagens foram uma banda muito importante para mim na minha adolescência, visto que estava a descobrir grupos novos de rock e por ser cearense. Mas a escolha desta nova sonoridade calma, comercial e repetitiva pode me afastar de vez dos próximos trabalhos da banda. Espero que isso não aconteça.
Discografia e Classificação:
- Talvez Eu Seja Mesmo Calado, Mas Eu Sei Exatamente o Que Eu Quero (2010) – A
- Aprendendo a Mentir (2011) – AAA
- Lado C (2011) – AA
- Selvagens à Procura de Lei (2013) – AAA
- Praieiro (2016) – A
- Paraíso Portátil (2001) – C

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