Genesis

Gênios progressivos












Classificação: AA

Formação Clássica:
  • Peter Gabriel (vocais, flauta e percussão)
  • Steve Hackett (guitarra e violão)
  • Tony Banks (teclados e sintetizadores)
  • Mike Rutherford (baixo e violão)
  • Phil Collins (bateria, percussão e vocais)
Comentário:

Ahh, Genesis! Uma banda que conheci por acaso e tornou-se uma dos grupos musicais que mais amo. Com meus 14 anos, já conhecia a discografia completa de Beatles, Queen e Aerosmith, mas após meu pai fazer comentários sobre um tal de Phil Collins, fui atrás de saber mais sobre o baterista e sua banda... sim, foi assim que descobri o maravilhoso rock progressivo.

Formada originalmente por Peter Gabriel, Tony Banks, Mike Rutherford, Anthony Phillips e Chris Stewart, todos membros do colégio Charterhouse. Os garatos chamaram a atenção de Jonathan King (compositor e produtor musical), o qual os colocou sob sua supervisão para gravar músicas e que deu o nome Genesis para a banda.

Esta tutela resultou no disco From Genesis to Revelation, trabalho com uma levada folk e pop (lembrando composições do Bee Gees), o qual acabou não chamando a atenção dos críticos na época e tornou-se fiasco comercial, que influenciou a banda quebrar o contrato feito com King e encontrar sua identidade musical.

Em 1970, foi lançado o álbum Trespass, cheio de melodias hipnóticas e influência da música medieval, além de composições mais bem trabalhadas. O disco teve uma recepção mista, mas foi muito importante para manter o grupo na estrada. Foi durante a turnê deste trabalho que o guitarrista Phillips decidiu sair do grupo, abrindo espaço para a entrada de Steve Hackett e Phil Collins, membros que teriam grande importância a partir deste momento.

Com uma nova formação, o Genesis lança Nursery Cryme, álbum mais curto até então, porém extremante melódico e liricamente bem desenvolvido, o que resultou em um singelo sucesso na Europa Continental, principalmente na Itália. Logo em seguida, Foxtrot chegava as lojas especializadas, trazendo canções cada vez mais épicas, refletindo nas apresentações teatrais do grupo.

Em 1973, era lançado Selling England by the Pound, disco considerado a grande obra-prima do Genesis e um dos melhores trabalhos do rock progressivo, apesar do pouco tempo que os integrantes tiveram para compor e gravar as músicas. Um ano depois, o grupo soltou The Lamb Lies Down on Broadway, álbum duplo e conceitual, contando a história de um jovem porto-riquenho que embarca numa jornada bizarra por Nova York.

Apesar do sucesso de crítica e dos concertos, Peter Gabriel decidiu sair do grupo após a conclusão da turnê de divulgação, deixando a banda com um grande problema: encontrar um novo vocalista e frontman que pudesse substituí-lo. Foram feitos vários testes com diversos candidatos, porém, após Collins cantar uma das músicas que estavam sendo compostas na época, foi decidido que ele seria a nova voz do Genesis.

Dessa forma, foi lançado, em 1976, A Trick of the Tail, trabalho coeso e que traz composições charmosas e chamativas, sendo bem recebido pela crítica e vendeu bem. No mesmo ano, a banda também soltaria Wind & Wuthering, disco com influência do jazz e folk (mas sem perder a veia progressiva) e que garantiu uma maior aceitação da banda nos Estados Unidos.

Observando que sobraram algumas canções, o grupo decidiu reuni-las em um EP chamado Spot the Pigeon, lançado em 1977. Logo em seguida, foi a vez de Steve Hackett anunciar seu desligamento da banda, afirmando que suas ideias musicais não estavam sendo aproveitadas.

Reduzidos a um trio, o Genesis lança ...And Then There Were Three..., álbum marcado pela singela mudança de sonoridade do grupo, a qual flertava com elementos mais pop (principalmente por conta de uma maior contribuição de Collins como compositor). Posteriormente, chegava as lojas Duke, trabalho muito bem recebido pela crítica especializada, pois trazia experiências musicais inovadores para a banda, além de canções radiofônicas.

Em 1981, Abacab era lançado e tinha como principal característica as composições mais comerciais e pop, baseadas na decisão do grupo de escrever canções diferentes das anteriores. Essa escolha refletiu na sonoridade do EP 3 X 3 e no disco auto-intitulado, o qual tornou-se um sucesso de vendas e estabeleceu o Genesis como uma banda pop.

Invisible Touch, álbum escrito e gravado totalmente em improvisos do grupo, teve o melhor rendimento nas paradas de sucesso e foi bem recebido pela crítica, culminando numa das maiores turnês do grupo. We Can't Dance seguiu os mesmos passos de seu antecessor, mas com a volta de alguns elementos progressivos que acabaram agradando fãs antigos.

Contudo, após 25 anos de estrada e diversos discos, Collins anunciou, em 1996, a sua saída do Genesis, que mais uma vez ficava sem uma voz. Mesmo assim, Rutherford e Banks não desistiram e fizeram testes para encontrar um novo vocalista, posto que Ray Wilson assumiu. Essa escolha resultou em Calling All Stations, trabalho mais dramático e soturno, mas que acabou não chamando atenção da crítica e teve uma vendagem bem abaixo do esperado.

Em 1999, Gabriel, Hackett, Collins, Rutherford e Banks reuniram-se para gravar uma nova versão de "Carpet Crawlers" para uma coletânea do grupo, porém não chegaram a fazer shows. Sete anos depois, finalmente foi anunciada uma reunião, mas sem Gabriel e Hackett, que resultou numa turnê mundial.

Desde então, Collins se aposentou e voltou para o mundo da música, deixando espaço para uma futura reunião do Genesis, a qual seria concretizada em 2020 (mas foi postergada por conta da pandemia do COVID-19), com alguns shows no Reino Unido e a possibilidade de gravar um novo disco de estúdio.

Discografia e Classificação:

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